Parte dos postos amanhece sem combustível.

Parte dos postos amanhece sem combustível.

Já não há mais combustível em diversos postos desde a noite de quarta-feira (23). A situação piorou drasticamente durante a madrugada e principalmente na manhã desta quinta-feira (24). Postos de cidades vizinhas enfrentam o mesmo problema.

O motivo é a greve dos caminhoneiros que está impedindo o reabastecimento dos postos. As cargas de etanol, gasolina e diesel estão paradas nas estradas da região há dois dias.

Em quase todos aqueles pontos de venda que ainda sobravam combustível, os preços haviam subido e as filas de até 30 carros eram uma regra.

O preço do litro do etanol saltou de R$ 2,50, nos estabelecimentos que costumam vender mais em conta, para R$ 2,69 ou R$ 2,77 e até R$ 2,84 de um dia para o outro. Na semana anterior o valor mais caro cobrado dentro da cidade era R$ 2,59.

O preço mais caro do derivado da cana-de-açúcar confirmado pela reportagem ainda na noite de quarta foi de R$ 4,87 pelo litro, o que significa um aumento de 90% em comparação com o preço médio da semana anterior no município, com base em dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O diesel, mais usado por veículos maiores, como os caminhões que estão parados nas rodovias, também sofreu recentes altas significantes, ainda antes de estourar a greve. O preço do óleo foi justamente o que desencadeou a paralisação dos caminhoneiros, além de outras demandas da categoria.

“Somente na semana passada, aumentos praticamente diários acumularam alta de 5,98% no diesel e de 6,98% na gasolina e esta semana já começa com o anúncio de novo reajuste”, informou a Sincopetro (sindicato dos donos de postos).

Segundo o Sincopetro, a política de preços da Petrobras – de alinhamento dos preços internos aos internacionais – que teve início no ano passado, em 3 de julho, provocou desde então a elevação de 58,76% na gasolina e de 59,32% no diesel.

De acordo com o policiamento rodoviário, foram registradas diversas paralisações nas estradas da região. No início da noite desta quarta, o único ponto que permanecia com manifestantes era a rodovia SP-333, em frente ao posto Gigantão, zona Norte de Marília.

Manifestações nas rodovias SP-294 (Tupã e Gália) e SP-425 (Parapuã) também foram registradas. Os caminhões ficam parados no acostamento das rodovias e só permitem a passagem de veículos leves e ônibus.

 

Fonte: G1 Marilia